Com a proximidade da Copa do Mundo e os diversos estádios sendo construídos/reformados pelo Brasil muita discussão tem sido feita sobre o conforto oferecido aos torcedores. Muitas pessoas comparam as arenas esportivas com salas de cinema ou teatro. Não poucas vezes li comentários do tipo “Por que uma pessoa iria a um estádio, quando no cinema tem ar-condicionado, poltrona confortável e etc?”. A isso eu respondo: porque é um torcedor.
Imagine a seguinte situação: Você está no teatro vendo o espetáculo e a pessoa ao teu lado diz “esse ator está mal hoje, não acha? Bom mesmo era aquele que foi mandado embora”. E essa pessoa continua sempre conversando contigo ao longo do espetáculo. Aí ao fundo uma turma uniformizada canta o tempo todo umas músicas que você não entende. Pois bem, não obstante isso, quando o vilão da peça comete uma maldade contra o mocinho, duas pessoas levantam e xingam de todas as formas o cara. Mas ainda não terminou, toda vez que o mocinho derruba o vilão, o teatro explode de celebração e aquele cara que não parava de falar contigo te cumprimenta como se vocês fossem amigos de longa data e conquistaram algo que a tempo planejaram juntos. Por final, quando a peça acaba, diversas pessoas provocam o vilão debochando dele, pois perdeu para o mocinho.
Fora de contexto essas pessoas? Pois assim também penso que é ir a um estádio como se fosse teatro/cinema. A relação espetáculo/espectador é totalmente diferente nos dois ambientes. Imaginar que transformando o estádio em teatro vai trazer mais público pode funcionar para uma Copa do Mundo, mas para as demais partidas penso que não funcionará. Torcedor deve ser entendido como torcedor. Uma boa estratégia de marketing para um time de futebol só vai trazer mais gente aos estádios se isso for entendido. Ou você acha que o grito de gol deve ser silenciado e apenas ao final da partida o público pode aplaudir?
Imagine a seguinte situação: Você está no teatro vendo o espetáculo e a pessoa ao teu lado diz “esse ator está mal hoje, não acha? Bom mesmo era aquele que foi mandado embora”. E essa pessoa continua sempre conversando contigo ao longo do espetáculo. Aí ao fundo uma turma uniformizada canta o tempo todo umas músicas que você não entende. Pois bem, não obstante isso, quando o vilão da peça comete uma maldade contra o mocinho, duas pessoas levantam e xingam de todas as formas o cara. Mas ainda não terminou, toda vez que o mocinho derruba o vilão, o teatro explode de celebração e aquele cara que não parava de falar contigo te cumprimenta como se vocês fossem amigos de longa data e conquistaram algo que a tempo planejaram juntos. Por final, quando a peça acaba, diversas pessoas provocam o vilão debochando dele, pois perdeu para o mocinho.
Fora de contexto essas pessoas? Pois assim também penso que é ir a um estádio como se fosse teatro/cinema. A relação espetáculo/espectador é totalmente diferente nos dois ambientes. Imaginar que transformando o estádio em teatro vai trazer mais público pode funcionar para uma Copa do Mundo, mas para as demais partidas penso que não funcionará. Torcedor deve ser entendido como torcedor. Uma boa estratégia de marketing para um time de futebol só vai trazer mais gente aos estádios se isso for entendido. Ou você acha que o grito de gol deve ser silenciado e apenas ao final da partida o público pode aplaudir?