Segundo os marxistas, o conceito de nação difundiu-se amplamente durante o século XIX como uma maneira encontrada pela burguesia para substituir a ideia de escolha divina da aristocracia. Em outras palavras, antes do século XIX a pessoa pertencia a um reino e devia lealdade a um rei. Mobilidade social não havia e as pessoas eram diferentes. Com o nacionalismo essa ideia foi rechassada. Agora, a pessoa pertence a uma nação e faz o que quer (liberdade), convive com pessoas semelhantes (igualdade) e todos lutam lada-a-lado com pessoas da mesma nação (fraternidade). Como sistema político adotou-se a democracia, onde todos os "irmãos" votam e nisso são iguais.
No entanto, o que acontece nas democracias que se estabeleceram no ocidente a partir dessa época é que surgiu uma elite política que via o povo como ignorante, incapaz e inferior. Mas se isso fizesse parte do seu discurso eles perderiam a eleição. Portanto, adota-se um discurso oficial onde todos são iguais, mas políticas que demonstram nitidamente uma diferenciação por parte dos comandates das nações.
O que se viu principalmente no início do século XX é que os líderes das nações mandavam seus comandados para o campo de batalha enquanto eles ficavam sentados super protegidos. Igual aos reis do Antigo Regime. No séc. XXI, com exceção da guerra no Iraque, não há esse mesmo beliscismo do século passado. Mas os governantes atuais continuam a adotar um discurso que infla o espírito nacionalista na população e o povo pensa que vivem numa nação igualitária, fraternal e livre. Quando na verdade os políticos apenas pensam em manter seus empregos e mordomias como os nobres do Absolutismo.
Tenha muito cuidado quando bater no peito e dizer que é brasileiro ou alemão ou canadense ou americano. Você corre sério risco de ser o ignorante, incapaz e inferior que foi enganado por algum político.
P.S.: Para escrever esse texto baseei-me em Hobsbawn e autores, mas não fiz as citações de acordo com a ABNT.
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Sobre a saudade
Quando meu irmão voltou do Rio dizia que é quando se mora longe que se aprende o que é saudade. Concordo plenamente. Saudade não é nem de longe aquilo que emos ou sertanejos universitário cantam. É algo muito maior e bonito.
A saudade a qual me refiro é aquela que ataca quando você está longe de tudo que sempre te cercou, é quando não se pode mais recorrer ao amigo ou amiga X para desabafar, é quando você tem que mudar teus hábitos radicalmente porque tua vida mudou completamente. Esse sentimento que aflora nesses momentos não é algo de maníaco depressivo, mas algo que brota em pessoas que amaram alguém.
E essa saudade é algo bom, porque faz você valorizar muito mais teu passado, faz você perceber o quanto determinadas pessoas foram muito importantes.
Mas ela também é um sinal de amadurecimento. Isso porque se ela aparece, é porque você deixou antigos hábitos para trás e aprendeu novos. Quando se muda totalmente de vida, necessita-se repensar todas as coisas da tua vida. Você reflete sobre tudo e mais um pouco e, no final, joga fora algumas coisas, reaproveita outras e aprende novas. Ou então você guarda como recordações do passado. Essas recordações são as saudades. Diria que saudades são fotos de um tempo passado que não volta.
Desejo a todos que sintam saudades um dia na vida. Não por maldade, mas porque isso vai ajudar muito no vosso amadurecimento. É muito bom sair da sua zona de conforto para ver o quanto teu passado te ajudou a ser isso que você é hoje e o quanto esse mundo é grande e você tem muito a aprender. Não tenha medo da saudade, ela não te quer mal.
A saudade a qual me refiro é aquela que ataca quando você está longe de tudo que sempre te cercou, é quando não se pode mais recorrer ao amigo ou amiga X para desabafar, é quando você tem que mudar teus hábitos radicalmente porque tua vida mudou completamente. Esse sentimento que aflora nesses momentos não é algo de maníaco depressivo, mas algo que brota em pessoas que amaram alguém.
E essa saudade é algo bom, porque faz você valorizar muito mais teu passado, faz você perceber o quanto determinadas pessoas foram muito importantes.
Mas ela também é um sinal de amadurecimento. Isso porque se ela aparece, é porque você deixou antigos hábitos para trás e aprendeu novos. Quando se muda totalmente de vida, necessita-se repensar todas as coisas da tua vida. Você reflete sobre tudo e mais um pouco e, no final, joga fora algumas coisas, reaproveita outras e aprende novas. Ou então você guarda como recordações do passado. Essas recordações são as saudades. Diria que saudades são fotos de um tempo passado que não volta.
Desejo a todos que sintam saudades um dia na vida. Não por maldade, mas porque isso vai ajudar muito no vosso amadurecimento. É muito bom sair da sua zona de conforto para ver o quanto teu passado te ajudou a ser isso que você é hoje e o quanto esse mundo é grande e você tem muito a aprender. Não tenha medo da saudade, ela não te quer mal.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Sobre a dialética hegeliana e o medo da dor
Quando estava na UFPR estudei esse conceito de Hegel. Basicamente, a dialética descrita por ele consiste de uma tese (aquilo que você é), uma antítese (aquilo que você NÃO é) e a síntese (o resultado do conflito das duas). Durante o conflito entre a tese e a antítese a dor assume um papel fundamental e esse é o tema desse texto.
Toda vez que na tua vida você se vê forçado a sair da tua zona de conforto, esse conceito está em ação. Por exemplo, você é uma pessoa que sabe cozinhar feijão (TESE) e um belo dia alguém pede pra vc fazer arroz e você não sabe (ANTÍTESE). Como resultado vc agora é uma pessoa que faz feijão e arroz (SÍNTESE). Mas até lá você sofreu para aprender.
O grande problema nessa questão é que as pessoas não querem mais passar por essa dor da síntese. O medo de não dar certo, de se frustrar convence muitos a desistir mesmo antes de tentar. Vivemos na sociedade do medo e não falo aqui do medo da violência. Mas do medo de arriscar, de ousar. Medo de ir além dos nossos limites, enfim, medo da dor.
A dor não veio para nos limitar, mas quer nos ensinar. Nietzsche falava que não se deve negligenciar o caráter pedagógido da dor. Na verdade, não se deve encarar o sofrimento de forma maniqueísta, ou seja, tentando classificicá-lo como bom ou ruim. Ele simplesmente está aí, assim como a alegria, a tristesa, o sol, a lua.
Não lute contra a dor, mas aprenda com ela. Não compre uma corda pra se enforcar, mas empenhe-se em chegar a uma síntese e crescer na vida. Tente ver a dor como parte da tua vida e toda vez que ela parecer te impedir de algo, não encare-a como algo para evitar. Mas como um motivo para buscar uma nova realidade.
Toda vez que na tua vida você se vê forçado a sair da tua zona de conforto, esse conceito está em ação. Por exemplo, você é uma pessoa que sabe cozinhar feijão (TESE) e um belo dia alguém pede pra vc fazer arroz e você não sabe (ANTÍTESE). Como resultado vc agora é uma pessoa que faz feijão e arroz (SÍNTESE). Mas até lá você sofreu para aprender.
O grande problema nessa questão é que as pessoas não querem mais passar por essa dor da síntese. O medo de não dar certo, de se frustrar convence muitos a desistir mesmo antes de tentar. Vivemos na sociedade do medo e não falo aqui do medo da violência. Mas do medo de arriscar, de ousar. Medo de ir além dos nossos limites, enfim, medo da dor.
A dor não veio para nos limitar, mas quer nos ensinar. Nietzsche falava que não se deve negligenciar o caráter pedagógido da dor. Na verdade, não se deve encarar o sofrimento de forma maniqueísta, ou seja, tentando classificicá-lo como bom ou ruim. Ele simplesmente está aí, assim como a alegria, a tristesa, o sol, a lua.
Não lute contra a dor, mas aprenda com ela. Não compre uma corda pra se enforcar, mas empenhe-se em chegar a uma síntese e crescer na vida. Tente ver a dor como parte da tua vida e toda vez que ela parecer te impedir de algo, não encare-a como algo para evitar. Mas como um motivo para buscar uma nova realidade.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Sobre as eleições
"Após a rodada dessa semana do Campeonato Brasileiro o Coritiba se firma cada vez mais para conquistar o título e assim conseguir o terceiro campeonato brasileiro da sua história centenária."
Um leitor que acompanha futebol deve pensar "mas ele tá na série B, esse cara tá maluco!!!", enquanto alguém que esteja por fora e assidentalmente leu esse blog vai pensar "não sabia q o Coritiba é tão bom assim!!!" e o leitor mais atento ainda deve pensar "mas q p@#$ é essa??? Disse q falaria de eleição mas fala de futebol!!".
Comecei esse texto dessa forma para ilustrar como vejo as campanhs dos dois candidatos a presidente que passaram para o segundo turno. Ambos contam apenas a parte da história que lhes interessa e acabam conquistando torcedores ao invés de eleitores. E o grande problema disso está que um torcedor é movido por uma paixão cega que o leva a ver seu adversário como inimigo e seu time como heróis santos e imaculados. Qualquer coisa dita por um jogador ou torcedor do seu time que diminua o adversário é visto com prazer, mesmo que não esteja de acordo com a verdade. Mas para um torcedor de futebol isso é válido, faz parte do show e não acho ruim. O problema é quando isso para para a política.
Se observamos as campanhas de Dilma e Serra veremos que ambos falham em contar a verdade e apenas relatam aquilo que os faz "ficar bem na foto". Temas realmente importantes como previdência, educação, economia e etc. são deixadas de lado ou não se dá a devida atenção. O que mais me deprime nessa história é que futebol não muda a vida de um país inteiro como a política. Estou muito enojado com ambos candidatos. Nenhum deles é digno do meu voto, mas tenho que votar num deles e vou fazer isso. Mas não acho que a pessoa que eu escolher seja competente o suficiente para ser presidente.
Um leitor que acompanha futebol deve pensar "mas ele tá na série B, esse cara tá maluco!!!", enquanto alguém que esteja por fora e assidentalmente leu esse blog vai pensar "não sabia q o Coritiba é tão bom assim!!!" e o leitor mais atento ainda deve pensar "mas q p@#$ é essa??? Disse q falaria de eleição mas fala de futebol!!".
Comecei esse texto dessa forma para ilustrar como vejo as campanhs dos dois candidatos a presidente que passaram para o segundo turno. Ambos contam apenas a parte da história que lhes interessa e acabam conquistando torcedores ao invés de eleitores. E o grande problema disso está que um torcedor é movido por uma paixão cega que o leva a ver seu adversário como inimigo e seu time como heróis santos e imaculados. Qualquer coisa dita por um jogador ou torcedor do seu time que diminua o adversário é visto com prazer, mesmo que não esteja de acordo com a verdade. Mas para um torcedor de futebol isso é válido, faz parte do show e não acho ruim. O problema é quando isso para para a política.
Se observamos as campanhas de Dilma e Serra veremos que ambos falham em contar a verdade e apenas relatam aquilo que os faz "ficar bem na foto". Temas realmente importantes como previdência, educação, economia e etc. são deixadas de lado ou não se dá a devida atenção. O que mais me deprime nessa história é que futebol não muda a vida de um país inteiro como a política. Estou muito enojado com ambos candidatos. Nenhum deles é digno do meu voto, mas tenho que votar num deles e vou fazer isso. Mas não acho que a pessoa que eu escolher seja competente o suficiente para ser presidente.
Mais um início
E mais uma vez eu criei um blog para mim. Acho que esse é o quarto ou quinto. Portanto, se observarmos o que aconteceu aos outros, esse aqui existirá até minha próxima crise existencial. Espero que seja a crise de meia idade, porque isso significa que esse blog existirá por uns 10 anos.
"Rótulos são para geléias" é uma frase que roubei da Katia, amiga da Gaby. Nunca vi essa Katia, mas essa frase eu gostei e adoto ela aqui pelos motivos abaixo descritos.
Politicamente falando vou soar às vezes petista, às vezes pessedibista ou pevista ou anarquista ou comunista. Por vezes a favor do estado mínimo, às vezes defensor da intervensão do estado na economia e por aí vai.
Em questão de religião, apesar de ir a uma igreja evangélica, algumas vezes vc pode pensar que sou ateu ou algo assim. Música quero fazer uma banda de rock e falei com um amigo para montar uma dupla para tocar mpb em churrascos aqui em casa e por aí vai. Espero que você leia meu blog e comenta. Aliás, comentários polêmicos são meus preferidos!!! Então, pode xingar qualquer coisa que eu escrever!!!
Até mais pra vocês,
Tchau
"Rótulos são para geléias" é uma frase que roubei da Katia, amiga da Gaby. Nunca vi essa Katia, mas essa frase eu gostei e adoto ela aqui pelos motivos abaixo descritos.
Politicamente falando vou soar às vezes petista, às vezes pessedibista ou pevista ou anarquista ou comunista. Por vezes a favor do estado mínimo, às vezes defensor da intervensão do estado na economia e por aí vai.
Em questão de religião, apesar de ir a uma igreja evangélica, algumas vezes vc pode pensar que sou ateu ou algo assim. Música quero fazer uma banda de rock e falei com um amigo para montar uma dupla para tocar mpb em churrascos aqui em casa e por aí vai. Espero que você leia meu blog e comenta. Aliás, comentários polêmicos são meus preferidos!!! Então, pode xingar qualquer coisa que eu escrever!!!
Até mais pra vocês,
Tchau
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