Segundo os marxistas, o conceito de nação difundiu-se amplamente durante o século XIX como uma maneira encontrada pela burguesia para substituir a ideia de escolha divina da aristocracia. Em outras palavras, antes do século XIX a pessoa pertencia a um reino e devia lealdade a um rei. Mobilidade social não havia e as pessoas eram diferentes. Com o nacionalismo essa ideia foi rechassada. Agora, a pessoa pertence a uma nação e faz o que quer (liberdade), convive com pessoas semelhantes (igualdade) e todos lutam lada-a-lado com pessoas da mesma nação (fraternidade). Como sistema político adotou-se a democracia, onde todos os "irmãos" votam e nisso são iguais.
No entanto, o que acontece nas democracias que se estabeleceram no ocidente a partir dessa época é que surgiu uma elite política que via o povo como ignorante, incapaz e inferior. Mas se isso fizesse parte do seu discurso eles perderiam a eleição. Portanto, adota-se um discurso oficial onde todos são iguais, mas políticas que demonstram nitidamente uma diferenciação por parte dos comandates das nações.
O que se viu principalmente no início do século XX é que os líderes das nações mandavam seus comandados para o campo de batalha enquanto eles ficavam sentados super protegidos. Igual aos reis do Antigo Regime. No séc. XXI, com exceção da guerra no Iraque, não há esse mesmo beliscismo do século passado. Mas os governantes atuais continuam a adotar um discurso que infla o espírito nacionalista na população e o povo pensa que vivem numa nação igualitária, fraternal e livre. Quando na verdade os políticos apenas pensam em manter seus empregos e mordomias como os nobres do Absolutismo.
Tenha muito cuidado quando bater no peito e dizer que é brasileiro ou alemão ou canadense ou americano. Você corre sério risco de ser o ignorante, incapaz e inferior que foi enganado por algum político.
P.S.: Para escrever esse texto baseei-me em Hobsbawn e autores, mas não fiz as citações de acordo com a ABNT.
Há uma diferença entre Nação e Governo. Quando se bate no peito pra dizer "eu sou da nacionalidade X", você mostra o orgulho sobre o que há de bom em sua cultura, em suas tradições, sobre a sua terra e seu modo de vida. Você mostra orgulho que tem das contribuições de seu povo para a humanidade.
ResponderExcluirAs vezes devemos procurar não confundir os políticos com os valores citados acima, pois então você acaba jogando no lixo tudo de bom que sua Nação pode ter produzido, passando a ser assim um povo orfão, submisso e ignorante, tendo como ícones apenas idiotas. Termina por acreditar que toda corrupção da política é comum e faz parte do país que vive, perdendo a esperança, se não perdendo o caráter.
Isso reflete na cultura popular, pois tudo que havia de bom para se espelhar foi jogado fora. Então temos uma tradição de homenagear malandros, os "espertos", tirar vantagem em tudo, procurar sempre se dar bem, só olhar e valorizar coisas que dão prazeres na hora.
Pessoalmente acredito que no Brasil o que aconteceu foi isso. A estratégia cultural adotada para combater a Ditadura Militar e tentar assim implatanter um outro regime, acabou por jogar no lixo tudo que havia de bom no país, ficando apenas as coisas vagas e a imagem dos políticos como se eles fossem a nossa bandeira. Não que esteja defendendo a Ditadura, mas estou criticando a assossiação de tudo que havia de bom no Brasil com o que era o Governo na época.
Foi assim que vimos grandes escritores, filósofos, músicos e tradições sendo banidos de nossa cultura para serem substituidos então por merda ou por propaganda ideólogica. De um país promissor passamos a ser um país que não oferece nada à humanidade, sem produção intelectural e cultural de qualidade. Um país que se sumisse hoje do mapa, em 50 anos, ninguém mais lembraria que existiu.
Por esse motivo em nossa terra é difícil ver um nacionalismo que faça com que as pessoas tentem ser melhores, mais produtivas, honestas, a deixar de lado o ego e pensar naqueles estão a sua volta para que todos cresçam juntos (não falo de um nacionalismo comunista, mas falo de um pensamento que acredita que ser honésto é algo é bom para todos e não apenas para sí). Só vemos um nacionalismo as vezes psicopata que pensa em dominar outros povos, ou então um nacionalismo chauvisnista, que só aparece em época de Copa do Mundo ou só serve para defender a sua fonte de renda que é o Estado. Não se faz o juizo se uma Petrobrás da vida no modelo que se tem é realmente boa para os brasileiros ou se é apenas uma fonte de renda para aqueles que estão no governo e para a máquina política que ali se instalou.
Referindo-se ao o que é nacionalismo hoje, então concordo com você João, que ser nacionalista é sim ser idiota. No entanto, discordo que todo tipo de nacionalismo é futilidade. Se não fosse o nacionalismo o povo polonês não teria sobrevivido ante a invasão russa e alemã. Os judeus nunca conseguiriam ter enfrentado milênios de perseguissões. O povo pobre da Irlanda nunca conseguiria ter se erguido contra a maior império da época lutado contra a exploração que sofriam.
Há uma diferença entre Nação e Governo. Quando se bate no peito pra dizer "eu sou da nacionalidade X", você mostra o orgulho sobre o que há de bom em sua cultura, em suas tradições, sobre a sua terra e seu modo de vida. Você mostra orgulho que tem das contribuições de seu povo para a humanidade.
ResponderExcluirAs vezes devemos procurar não confundir os políticos com os valores citados acima, pois então você acaba jogando no lixo tudo de bom que sua Nação pode ter produzido, passando a ser assim um povo orfão, submisso e ignorante, tendo como ícones apenas idiotas. Termina por acreditar que toda corrupção da política é comum e faz parte do país que vive, perdendo a esperança, se não perdendo o caráter.
Isso reflete na cultura popular, pois tudo que havia de bom para se espelhar foi jogado fora. Então temos uma tradição de homenagear malandros, os "espertos", tirar vantagem em tudo, procurar sempre se dar bem, só olhar e valorizar coisas que dão prazeres na hora.
Pessoalmente acredito que no Brasil o que aconteceu foi isso. A estratégia cultural adotada para combater a Ditadura Militar e tentar assim implatanter um outro regime, acabou por jogar no lixo tudo que havia de bom no país, ficando apenas as coisas vagas e a imagem dos políticos como se eles fossem a nossa bandeira. Não que esteja defendendo a Ditadura, mas estou criticando a assossiação de tudo que havia de bom no Brasil com o que era o Governo na época.
Foi assim que vimos grandes escritores, filósofos, músicos e tradições sendo banidos de nossa cultura para serem substituidos então por merda ou por propaganda ideólogica. De um país promissor passamos a ser um país que não oferece nada à humanidade, sem produção intelectural e cultural de qualidade. Um país que se sumisse hoje do mapa, em 50 anos, ninguém mais lembraria que existiu.
Por esse motivo em nossa terra é difícil ver um nacionalismo que faça com que as pessoas tentem ser melhores, mais produtivas, honestas, a deixar de lado o ego e pensar naqueles estão a sua volta para que todos cresçam juntos (não falo de um nacionalismo comunista, mas falo de um pensamento que acredita que ser honésto é algo é bom para todos e não apenas para sí). Só vemos um nacionalismo as vezes psicopata que pensa em dominar outros povos, ou então um nacionalismo chauvisnista, que só aparece em época de Copa do Mundo ou só serve para defender a sua fonte de renda que é o Estado. Não se faz o juizo se uma Petrobrás da vida no modelo que se tem é realmente boa para os brasileiros ou se é apenas uma fonte de renda para aqueles que estão no governo e para a máquina política que ali se instalou.
Referindo-se ao o que é nacionalismo hoje, então concordo com você João, que ser nacionalista é sim ser idiota. No entanto, discordo que todo tipo de nacionalismo é futilidade. Se não fosse o nacionalismo o povo polonês não teria sobrevivido ante a invasão russa e alemã. Os judeus nunca conseguiriam ter enfrentado milênios de perseguissões. O povo pobre da Irlanda nunca conseguiria ter se erguido contra a maior império da época lutado contra a exploração que sofriam.
Há uma diferença entre Nação e Governo. Quando se bate no peito pra dizer "eu sou da nacionalidade X", você mostra o orgulho sobre o que há de bom em sua cultura, em suas tradições, sobre a sua terra e seu modo de vida. Você mostra orgulho que tem das contribuições de seu povo para a humanidade.
ResponderExcluirAs vezes devemos procurar não confundir os políticos com os valores citados acima, pois então você acaba jogando no lixo tudo de bom que sua Nação pode ter produzido, passando a ser assim um povo orfão, submisso e ignorante, tendo como ícones apenas idiotas. Termina por acreditar que toda corrupção da política é comum e faz parte do país que vive, perdendo a esperança, se não perdendo o caráter.
Isso reflete na cultura popular, pois tudo que havia de bom para se espelhar foi jogado fora. Então temos uma tradição de homenagear malandros, os "espertos", tirar vantagem em tudo, procurar sempre se dar bem, só olhar e valorizar coisas que dão prazeres na hora.
Pessoalmente acredito que no Brasil o que aconteceu foi isso. A estratégia cultural adotada para combater a Ditadura Militar e tentar assim implatanter um outro regime, acabou por jogar no lixo tudo que havia de bom no país, ficando apenas as coisas vagas e a imagem dos políticos como se eles fossem a nossa bandeira. Não que esteja defendendo a Ditadura, mas estou criticando a assossiação de tudo que havia de bom no Brasil com o que era o Governo na época.
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ResponderExcluirFoi assim que vimos grandes escritores, filósofos, músicos e tradições sendo banidos de nossa cultura para serem substituidos então por merda ou por propaganda ideólogica. De um país promissor passamos a ser um país que não oferece nada à humanidade, sem produção intelectural e cultural de qualidade. Um país que se sumisse hoje do mapa, em 50 anos, ninguém mais lembraria que existiu.
Por esse motivo em nossa terra é difícil ver um nacionalismo que faça com que as pessoas tentem ser melhores, mais produtivas, honestas, a deixar de lado o ego e pensar naqueles estão a sua volta para que todos cresçam juntos (não falo de um nacionalismo comunista, mas falo de um pensamento que acredita que ser honésto é algo é bom para todos e não apenas para sí). Só vemos um nacionalismo as vezes psicopata que pensa em dominar outros povos, ou então um nacionalismo chauvisnista, que só aparece em época de Copa do Mundo ou só serve para defender a sua fonte de renda que é o Estado. Não se faz o juizo se uma Petrobrás da vida no modelo que se tem é realmente boa para os brasileiros ou se é apenas uma fonte de renda para aqueles que estão no governo e para a máquina política que ali se instalou.
Referindo-se ao o que é nacionalismo hoje, então concordo com você João, que ser nacionalista é sim ser idiota. No entanto, discordo que todo tipo de nacionalismo é futilidade. Se não fosse o nacionalismo o povo polonês não teria sobrevivido ante a invasão russa e alemã. Os judeus nunca conseguiriam ter enfrentado milênios de perseguissões. O povo pobre da Irlanda nunca conseguiria ter se erguido contra a maior império da época lutado contra a exploração que sofriam.