Nessas férias descobri Deep Purple. Interessante como tem coisas que existem a muito tempo e não nos damos conta delas. Eu queria falar sobre essa música, escute-a antes de continuar a ler isso. Se o Belo e a Beleza se encontrassem e tivessem uma filha rock'n'roll, acho que essa música seria ela. Vou analisá-la de diversas formas em diferentes artigos para explicar racionalmente o porquê dessa minha afirmação. Esse primeiro texto vai ser sobre a instrumentação dela.
Voz: O timbre da voz do Ian Gillan é perfeito para ela. Versos numa tessitura mais grave e refrão mais agudo, uma alternância muito boa. Imagino que se outra pessoa cantasse, não ficaria tão bom. Embora acho que a Debora cantando os versos seria bonito também.
Guitarra: A melodia que ele faz entre os versos e refrão é maravilhosa. Distorção exata e dinâmica perfeita. Sem contar que enquanto Gillan canta, ele usa uma distorção na guitarra que dá um clima super especial à música. Solo muito bom também. Ótimo exemplo do que se espera de um ótimo guitarrista: Técnica apurada, mas muita musicalidade para fazer da música a atração e não ele mesmo.
Baixo e bateria: O be-à-bá da composição diz que esses dois instrumentos juntos fazem a base para todo o resto brilhar. E isso essa música realiza com maestria! As linhas de baixo que Roger Glover toca tem certa dificuldade técnica e ótima musicalidade. A bateria a mesma coisa!
Teclados: Perfeitos como a música toda. Jon Lord alterna piano durante as estrofes e sintetizador em outras partes. A função principal dos teclados é dar cor a música, o que também é feito com maestria! Deep Purple mudou drasticamente minha opinião sobre teclados. Uma banda que se prese precisa de teclados dessa qualidade!
Você ouviu a música como pedi no início? Pois então agora ouça-a mais uma vez e preste atenção nesse aspecto. Veja o que cada instrumento faz e quando. Isso é escuta inteligente!
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