quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quanto mais forte o vento, mais forte as árvores

Volto a escrever aqui contando um acontecimento muito interessante que eu vivi durante a enchente aqui em Blumenau. Assim que a água baixou, desci à garagem do prédio para ajudar na limpeza. Um senhora então começou a contar como foram outras enchentes com uma naturalidade impressionante. Ela se mudou para esse prédio em 1984 e passou por vários desastres como esse. Mas eu me impressionei com a tranquilidade com a qual ela contava sobre os acontecimentos. Conclui então que os ventos (as enchentes nesse caso) fizeram a árvore (essa senhora) mais forte.
Uma tendência muito comum nesses casos é a pessoa fugir procurando segurança. Se o vento mudou e pegou desprevinido, vamos embora para outro lugar. Quando surge um problema nessa nova localidade, muda-se novamente e assim sucessivamente. Sempre em busca da segurança e livre do perigo. Medo se torna algo corriqueiro e respeitado nesses casos. Tem-se medo de ir a lugares, conversar com pessoas, procurar emprego, sonhar um sonho.
O problema nesses casos reside no fato que com isso cria-se uma pessoa incapaz de lidar com a vida. Porque ela não possui raizes (foi transplantada constantemente), carrega um monte de folhas e frutos desnecessário (ela sempre quis protegê-los) e possui um tronco fraco (ela nunca teve que se virar sozinha na vida).
Quando um vento forte bate, deve-se firmar as raízes em solo confiável, soltar as folhas desnecessárias e deixar que seus frutos voem e façam suas vidas. Ficar fugindo das coisas para achar uma suposta segurança fará com que ela justamente fuja de você.

Um comentário:

  1. Concordo mas com um porém, se o solo não for fértil e se for inviável corrigir eu acho que vale a pena transplantar.

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