terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Senhor do anéis e as eleições

O mundo que Tolkien retrata em seus livros (tornados famosos para o mundo através dos filmes 'O Senhor do Anéis')sempre me fascinaram. Diversas analogias podem ser feitas e muitas lições interessantes escondem-se por de trás daquele mundo fantástico. Uma analogia que sempre que me intrigou é a do Anel do Poder. Para quem não conhece o universo de Tolkien, esse pequeno artefato promete ao seu portador poderes superiores aos de qualquer outro ser. No entanto, ele hipnotiza quem o carrega de tal forma que esse ser se torna uma espectro do que um dia foi. Ele se deforma, diversos sentimentos destrutivos e perigosos despertam em quem tem a sua posse. Ou seja, esse anel cega totalmente seu portador que apenas pensa em uma coisa: no anel do poder.

Essa simbologia representa muito bem o que acontece ao longo da História da humanidade. Pelo que eu já estudei, vi isso acontecer praticamente em todas as épocas. Na maioria das vezes segue-se a sequência: um governo novo atende os anseios do povo, conquista vitórias, mas depois se cega com o poder de tal forma que se torna uma caricatura do que um dia foi.

Analisando acontecimentos recentes no Brasil, vejo que estamos na segunda etapa do processo descrito no parágrafo anterior, caminhando para o terceiro. Por isso acredito estarmos no ponto para uma alternância no poder. Essa mudança é importante para quebramos o ciclo atual e iniciarmos um novo, para depois de alguns anos realizarmos outra troca. Para trocarmos, precisamos eleger a oposição, como já fora feito a alguns anos atrás quando a atual situação era oposição. Porém, não acredito que o atual candidato da oposição seja um messias que salvará a pátria dos males que atormentam a humanidade. Ele apenas evitará que a parte decadente do atual ciclo se realize, dando início para um novo ciclo que deve ser encerrado antes da sua própria decadência.

Alternando assim o poder, possibilitamos às conquistas de qualquer governo tornarem-se vitórias da sociedade. Pois, se por exemplo, um governo conquista a estabilidade econômica ou avanços sociais e próximo, da oposição, a mantém, mostramos que esses feitos não dependem de um partido ou pessoa. Mas provamos que a sociedade como um todo a aprova. E cabe a essa sociedade garantir que as construções feitas ao longo da sua história sejam preservadas e ampliadas mesmo na alternância de poderes. Dessa forma evitamos que pessoas sob o falso pretexto de defenderem os interesses nacionais usurpem o poder (ou se apoderem do Anel do Poder), transformem-se em caricaturas nefastas do que um dia foram e destruam o que foi construído por muitos. Em suma, o anel do poder deve ser dissolvido entre toda a população para mitigar suas consequências perversas e evitar que ele esteja na mão de apenas uma pessoa ou grupo fechado de cidadãos.

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