sábado, 18 de dezembro de 2010

Férias!!!

Agora tenho férias!!! Feliz natal!!!
Ahora en vacaciones!!! Feliz Navidad!!!
I'm on vacation!!! Merry Christams!!!
Ich habe Ferien!!! Frohe Weinachten!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

São Paulo

Amanhã, às 10:50 da manhã deixarei São Paulo. Dois anos indo e vindo para cá e agora acabou. Mas resolvi escrever sobre minhas impressãos sobre a maior metrópole brasileira.
Primeiro as coisas ruins. O trânsito aqui é um inferno. Existem ruas que deve ter congestionamento até de madrugada! O estado de conservação das ruas também não é dos melhores. Isso somado a motoristas de ônibus sem noção, fazem da 'viagem' de busão uma aventura comparável às melhores montanhas-russas do mundo!
Mas deixando isso de lado, tenho que dizer que aqui existem muitas opções para se fazer e lugares para ir! Vida cultural aqui é intensa, shows o tempo todo, todas as cenas imagináveis existem por aqui! Outra coisa muito boa por aqui são os restaurantes! Em qualidade e variedade! Nesses dois anos, comi em restaurantes indianos, escandinávos, espanhóis, italianos, mexicanos. Tudo muito bom e saboroso!
Lugares que eu gostei muito de ir (além dos restaurantes que não lembro os nomes) foram: MASP, USP, Museu do Ipiranga, Bienal da Arte, Avenida Paulista, Festival Internacional de Cinema e Galeira do Rock.
Lugares que eu não gostei de ir: Hopi-Hari, Zoológico de São Paulo.
Gostaria de dizer que São Paulo não é violenta como sempre pensei que fosse. Ela é 'feia', com pixações em todos os lugares, rios fedidos e etc. Mas não passei por nenhuma situação perigosa e as histórias que ouvi não diferem muito das ouvidas de pessoas de outras cidades.
São Paulo tem muita coisa a oferecer, posso dizer que gosto dela. O único problema é que se você quer aproveitar tudo o que ela oferece, é necessário ganhar uns R$ 100.000,00 por mês. E você não pode se estressar com trânsito, porque é um inferno isso!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Educação daqui pra frente

Abaixo eu listo as metas de educação estipuladas pelo governo Lula para o ano 2021.


Anos iniciais do EF Anos finais do EF Ensino Médio
Escola Pública 5,8 5,2 4,9
Escola Privada 7,5 7,3 7,0


O que eu gostaria de mostrar com essa tabela é que em TODOS os períodos de ensino existe uma discrepância enorme entre escola pública e escola privada! Isso significa que você papai e mamãe que tem filho entrando em idade escolar, se vocês quiserem que seu filho tenha educação de qualidade vai ter que meter a mão no bolso e pagar uma escola particular!
Mas esses números também mostram que aquela criança que entrar na primeira série do EF num colégio público vai receber uma educação inferior à criança que entrar numa escola privada. O que é pior, o filho do pobre não vai ter condições em 2021 (ano que ele terminar sua educação básica) de competir num vestibular com o filho do rico.
Para mim isso é uma grande contradição em o que foi dito na campanha da candidata do governo, quando essa afirmava que o PT governava para os pobres. Mas se isso fosse assim, por que essa tamanha desigualdade entre escola pública e privada? Por que não permitir que o filho do pobre obtenha uma formação boa? Ou será que o PT pensa que para ser operário, faxineiro ou carpinteiro não se precisa de educação? Ou pior, será que esse governo pensa que já de pequeno pode-se definir o destino da criança? Afinal, existem aqueles que devem possuir os meios de produção e aqueles que devem vender sua mão-de-obra para eles. Karl Marx deve estar dando pulos de alegria dentro do seu túmulo!
P.S.: Esses dados eu peguei do site oficial do governo. Pode ir lá ver, é só clicar em pesquisar e verás resultados mais detalhados.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Revolução do Bem

Uma vez postei no twitter minha vontade na existência de uma revolução das pessoas de bem. Essa ideia não é originalmente minha, peguei-a do meu ex-professor de composição. Mas o desenvolvimento é meu, embora ele seja um apanhado de ideias de outras pessoas e fatos históricos também.
O Tobias uma vez me falou a frase "seja a revolução que você quer que aconteça" e acho que esse seria um ótimo lema para a revolução que gostaria de ver. Não é uma revoluçã daquelas em que pessoas vão as ruas, pegam em armas e dividem o mundo em dois grupos: os revolucionários e os contra-revolucionários. E depois disso cria-se uma luta entre esses dois grupos até a morte. Mas a revolução que inicia no indivíduo e é o resultado da união dessas individualidades.
Por exemplo, você está descontente com a corrupção no Brasil? Então não seja corrupto! Devolva o troco que te foi dado por engano, não compre pirataria (essa no Brasil eu sei que é muito difícil de se fazer), não vote em quem você sabe que é corrupto só porque ele passou anti-pó na tua rua.
Eu poderia nomear alguns exemplos, mas acredito que a ideia central já foi explicada. Sei também que já existem várias pessoas que pensam assim, legal seria se todas essas estivessem coordenadas de alguma forma. Para encerrar acredito ser importante ressaltar dois pontos:
1. Essa revoluão não é de pessoas ingênuas. Eu sei que pirataria e corrupção são difíceis de combater. A solução não é simples nem para esses nem para outros problemas. Mas o principal é a atitude da pessoa em relação às coisas.
2. Acredito que a única proibição aqui ser a hipocrisia. Não é vergonha assumir dificuldade com relação a alguma coisa, mas é uma vergonha dizer uma e viver outra. Acho que essa seria a única coisa que causaria uma "expulsão" do revolucionário.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Aparência x Essência

Durante esses anos todos que estudei, cheguei à conclusão que podemos dividir os estudantes em dois grupos. Em grupo estão aqueles que se preocupam apenas com o resultado, se passaram de ano ou não. Para essas pessoas o resultado é a coisa mais importante, quase um fim em si mesmo. No segundo grupo estão aqueles para quem o resultado não é o mais importante. E o que e mais interessante, esses comportamentos adotados na escola se refletem na postura dessas pessoas na idade adulta.
Para o primeiro grupo de estudantes os fins justificam os meios. Isso quer dizer que para eles tanto faz se a nota é conseguida comprando um trabalho, colando na prova ou estudando até tarde da noite. Porque para eles o que importa é poder dizer aos outros o quão bons eles são. Aquilo o que eles realmente são e sabem nunca vem ao caso, porque o importante é o que os outros pensam deles. Então eles passam a vida toda se preocupando em construir cascas e máscaras ao seu redor e nisso eles gastam sua energia diariamente.
Já no outro grupo os resultados são importante, mas não justificam os meios. Para eles, mais importante que o resultado é aquiloe que elas realmente são e sabem. Não importa se se é o melhor ou o pior do mundo, o que importa é ser o melhor que se pode ser. Mais importante que se vangloriar ante seus colegas, importa ser verdadeiro consigo mesmo.
Sendo bem sincero consigo mesmo, em qual grupo você se encaixa? Ultimamente você tem gasto tuas energias com o que? Em construir uma aparência para ser aquilo que te dizem para ser ou está preocupado em ser? Você tem coragem de ser aquilo que você é ou se esconde atrás de máscaras. Antes de responder, saiba que a verdade sempre aparece mais cedo ou mais tarde.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ouça os sambistas

Durante tua infância, você recebeu diversas influências sobre diversas coisas. Uma das principais foi sobre os critérios para avaliar quando uma pessoa é bem sucedida e quando não. Seja lá com quem você teve contato antes dos teus 10 anos (pais, parentes, amigos, vizinhos, etc.), essa pessoa te passou parte dos seus valores para você. Provavelmente, essa pessoa admirava alguém e deixava a entender o porquê da admiração. E mesmo que você se considere uma pessoa não influenciável, saiba que você foi influenciado por essa pessoa.
Na sua infância você provavelmente sonhou em ser alguma coisa, seja jogador de futebol, modelo, cantor, patinador de gelo, sei lá. Assim como você sonhou que na tua vida adulta você moraria numa casa tal, casaria com uma pessoa assim ou não casaria, teria um carro e etc. E esse sonho você teve muito por causa da influência que falei no parágrafo anterior.
Quando se chega a idade adulta alguns sonhos infantis deixaram de existir. Você não se tornou jogador de futebol ou patinadora no gelo e isso não te incomoda. Mas existem uma série de valores que ainda estão dentro de você. Alguns são resquícios da infância, outros você adquiriu na adolescência e alguns vieram até você na idade adulta. Mas o que eu quero enfatizar é que muitos não vieram de dentro de você, mas te foram passados (TV, Internet, pessoas, etc.).
Esses valores todos fazem você ser o que você é, são eles que fazem você tomar as atitudes que você toma, escolher os caminhos que você escolhe. Mas eles também servem de parâmetro para você se sentir contente ou triste consigo mesmo. É baseado nessas coisas todas, nessas influências que te foram passadas que você se julga e se sente satisfeito ou não com tua vida.
Mas o problema está que muitas vezes não somos felizes porque não atendemos a essas expectativas. Analisamos nossa vida, nos preocupamos com ela. Queremos ser e ter de acordo com essas influências todas. No entanto, esquecemos de ouvir os sambistas. Esses apenas viviam e sorriam. Nada de se julgar, de se condenar ou de se vangloriar. Simplesmente viver.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quando cristãos incomodam

Durante o império romano houve grandes perseguições aos cristãos. Essas eram promovidas pelo império na tentativa de inibir os adeptos desse nova religião.Durante muitos anos me disseram que isso acontecia porque o imperador era uma pessoa muito mesquinha e queria que todos reconhecessem que só ele era Deus. O que é, no mínimo, um equívoco histórico
Romanos não se importavam com a religião alheia. Apesar de alguns rituais, os romanos não eram tão metafísicos ao ponto de perseguir alguém simplesmente por causa de uma religião. Prova disso é que a mitologia romana é repleta de elementos de diversas religiões, desde os etrusco, aos celtas e persas. Outra prova é que muitas das grandes obras literárias que vieram até nós referem-se à política, guerra e outras coisas ligadas ao mundo aqui de baixo. Romanos eram materialistas, a metafísica pouco ou nada importava para eles.
Mas alguém deve estar se perguntando: Mas então, por quê os cristãos eram perseguidos? Do ponto de vista romano, eles eram perseguidos por motivos políticos. Afinal, um grupo cada vez maior de pessoas dentro do império estão falando que não devem obediência total ao imperador! Eles até pagam seus impostos, mas sempre que surge uma questão entre o imperador ou seu deus, eles optam pelo segundo! Imagine o que isso não pode trazer de problemas para o imperador! Foi por não participar de esquemas que entravam em choque com a sua fé que os cristãos desobedeciam ao imperador. E isso sim incomodava! Isso trazia problemas para a governabilidade do imperador. Não era o que eles falavam que atrapalhava, mas principalmente o que eles FAZIAM! O cristão reconhecia o imperador como autoridade, mas não tinha medo de ir contra ela se Jesus tivesse ensinado algo diferente. Não importa se isso custasse sua vida.
Como anda você hoje em dia? A grande autoridade hoje, equivalente ao imperador romano, é o dinheiro, como você está em relação a ele? Você está se ajoelhando a sua frente, participando de o quer que seja para ter uma vida segura? O que você faz quando te oferecem uma grana para negar teus princípios? Você prefere negar teus princípios e pegar uma "Gatonet"? Você já vendeu teus princípios por R$ 10,00 de troco errado que o caixa te deu? Se você se diz cristão e vive desse jeito, diria que você é igual aos fariseus dos tempos de Cristo. Lembre-se, eles eram tolerados pelos romanos porque os obedeciam antes que a Deus. Como está você em relação aos teus princípios?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Se eu fosse um bilionário...

A Fifa surpreendeu hoje e anunciou o Qatar como país sede para a Copa do Mundo de Futebol de 2022.Dois aspecto me chamaram a atenção. O primeiro é que os estádios terão um tecnologia que diminui em até 20º C a temperatura no estádio e a segunda é que os estádios, após a Copa, serão desmontados e montados em outros lugares! Aí pensei, ah se eu fosse um bilionário...
Eu compraria um desses estádios e 'levaria pra casa'. Já imaginou que beleza? Pessoal, que dia vocês querem marcar o futebol? Tenho um estádio inteiro pra isso! Gramado de Copa do Mundo! E depois do futebol, ninguém precisa ir embora! Vamos para a praça de alimentação que existe no estádio e podemos escolher entre churrasco, comida chinesa, japonesa e qualquer outra que vocês quiserem! É só pedir! E se você não tem chuteira, dá nada... é só dar uma passadinha na loja da Adidas ou da Nike e pegar uma lá. Podemos até jogar com as camisas das seleções, só pra dar clima de Copa da Mundo.
Mas alguém vai pensar "e as meninas?". Não se preocupem minhas caras leitoras. Enquanto nós homens estivermos jogando bola, vocês podem passear pelo shopping que tem dentro do estádio! Aí depois nos encontramos em algum lugar. E de banho tomada! Porque tem vestiário super luxuoso.
A parte 'triste' seria que eu teria que deixar Blumenau. Isso porque eu de brinde vou compraria o Coritiba, aí ele vai mandar seus jogos nesse estádio.
Ah se eu fosse bilionário... não precisaria acordar cedo amanhã e pegar ônibus... se bem que não tenho do que reclamar da minha vida hoje.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lições da agricultura

Apesar de nunca ter sido um agricultor, aprendi algumas coisas observando meus amigos agricultores de Witmarsum. Queria aqui me ater a duas somente. A primeira é que na maioria das vezes, quando se planta se enterra a semente. Ninguém deixa a semente no asfalto ou em cima de uma pedra onde o sol bate e todos veem. Mas enterra-se ela. A segunda é que se colhe o que se planta. Na agricultura não funciona aquela lógica que uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade. Ou seja, se eu plantar soja e falar para mim mil vezes que eu plantei feijão, não vai transformar a soja em feijão. Ao final de alguns meses colherei soja, por mais que quisesse feijão.
O que eu acho interessante observar também é quantas vezes na Bíblia aparecem analogias que utilizam a agricultura. Temos a parábola do semeador, da semente de mostarda, da árvore e seus frutos e por aí vai. Não acho que isso seja por acaso. Afinal, por várias vezes na Bíblia encontramos que a criação reflete o caráter divino. Deve ser por isso que Jesus utiliza a agricultura como exemplo para ensinar.
Mas o que eu queria passar com os exemplos mencionados no primeiro parágrafo e que é no silêncio, na escuridão e na solidão que se semeia. Sabe aquelas horas em que você está só consigo mesmo? É nessas horas que você está semendo coisas na tua vida. Afinal, nesses momentos revisamos o que se passou no dia, planejamos o futuro, curtimos um amor ou ódio por uma pessoa. E também não adianta você se enganar, seja lá o que você estiver semeando nesses momentos, no futuro colherá a mesma coisa. Não adianta nada você dizer para todos que planta o amor se quando encosta tua cabeça no tavesseiro você planeja o mal para alguém. Você pode falar isso para mil pessoas e até enganar por um tempo. Mas essa semente que você plantou germinará e você colherá o que semeou.
No entanto, a reversa é verdadeira. Se você pensa em fazer o bem, mas no dia-a-dia as pessoas não acreditam e acabam falando mal, não se preocupe. Continue semeando o bem porque essa semente germinará e você ceifará o que plantou.
Espero que você ao ler esse texto pegue um tempinho para se perguntar o que está semeando. Fale a verdade para si mesmo. E não importa a que resposta você chegue, gostaria que você tivesse coragem de plantar coisas boas. Se todos fizéssemos acho que o mundo seria um lugar melhor. Mas acho que isso é coisa de sonhador...

sábado, 27 de novembro de 2010

Rio de Janeiro

Passei os últimos dias acessando constantemente aos sites de notícia para ver as novas sobre a 'guerra' que se deflagra no Rio. Uma cidade maravilhosa, que eu já tive a oportunidade de visitar duas vezes e como diria minha professora de espanhol, uma cidade para se ir sempre de novo. Mas essa cidade também sofre com o tráfico de drogas e enfrenta agora um desafio enorme, mas também ganhou uma chance de ouro.
Sei que isso não é a coisa mais cristã para se falar (e se você não concorda, sinta-se a vontade para comentar), mas defendo a ideia da polícia subir o morro e passar o fogo nos traficantes. Digo isso porque não acredito que aqueles traficantes todos resolvam acordar amanhã e pensar:"Bom, acabaram com minha boca de fumo, então vou fazer um curso no Senai e arranjar um emprego.". Infelizmente, não acredito em solução para essas pessoas. Mas como disse acima, se você discorda, incentivo-te a comentar! Eu prefiro olhar para o passado para depois olhar para frente.
Na décade de 90, 600 soldados do exército tomaram duas favelas no Rio de Janeiro. A população aprovou, gostou da ideia. Afinal, aqueles bandidos não podiam continuar fazendo o que queriam! Passados 16 anos o governo federal anuncia que 800 homens do exércido serão mobilizados para auxiliar na tomada de uma favela. Mas e aí, o que vai ser feito depois? Os policiais e soldados descerão o morro e irão para onde? E o que vai ficar?
Ontem fui com uns amigos tomar uma cerveja no Festival da Cerveja aqui em Blumenau. Como não podia deixar de ser falamos sobre isso e sobre como esses meninos, que a 16 anos atrás eram crianças, tornaram-se nesses bandidos. A pergunta que eu quero fazer, e com isso olho para o futuro, é: Daqui a 16 anos vamos de novo sentar numa mesa de bar e lamentar a violência que existe no Rio e no resto do país, ou será que agora a coisa melhora de uma vez por todas? Difícil responer...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mais uma vez Linux

Faz umas duas ou três semanas que instalei um sistema operacional Linux no meu note. E vou fazer uma comparação entre Windows e Linux. Antes de começar, gostaria de escrever que instalei a distribuição openSuse 11.3, então onde eu falar de openSuse, falo de Linux.


Windows: Quando quero fazer algo multi-mídia (vídeos e música) ainda dependo do Windows. Jogos também só rodo no Windows. Pelo que percebo agora, o Windows é muito bom para entretenimento (jogos, fotos, vídeos). Mas para programar não me parece tão bom. Existe o VisualStudio, mas ele só serve para fazer programas para Windows, o que para desenvolvimento é um grande impecílio. Outro ponto positivo para o Windows é que ele é mais fácil de mexer para quem não tem o perfil de nerd.


openSuse: Veio com um programa para substituir o Messenger. Utilizo-o, mas é fraco. Não tem nem como administrar meus contatos. Mas ouvi dizer que existe programa bom para Linux, mas não quis procurar ainda. O que eu gosto muito é que o Linux é muito mais rápido. Não cronometrei o tempo para ele se ligar, mas é notável que ele se liga muito mais rápido. Para programar ele é muito bom porque é rápido. A placa de som ainda não está totalmente configurada, na verdade nem achei o driver pra ela. Mas isso tem me motivado. Minha intenção agora é programar um drive para o openSuse. Como posso mexer no código-fonte do Linux, essa ideia não é tão absurda.


Mas o Linux não é a solução para os problemas do mundo, embora eu hoje prefiro ele ao Windows. Mas eu sou nerd, então essa opinião é de se esperar. Meu próximo passo seria comprar um Mac, mas esses são caros. Quem sabe ano que vem...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Silêncio e solidão

Li esse texto da Doro e pus-me a pensar. Lembrei-me então desse vídeo que fala por si só.
Acho interessante observer o quanto enchemos a nossa vida e nossos planos com 'barulhos'. Passamos o dia planejando nosso futuro, pensando em como vai ser bom quando for tal dia, quando tal curso terminar, quando tal pessoa chegar e por aí vai. Sempre achamos um motivo para pensar no futuro e esquecer da vida agora. Sempre achamos um motivo para fugir do silêncio e da solidão necessários para pensarmos em quem somos. Espero que você consiga achar o silêncio e a solidão. Não desejo isso por maldade, mas para você poder ter tempo para se encontrar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Coxa campeão!!!

Finalmente acabou o sofrimento! O Coxa voltou à série A e como campeão! Mas tem algumas coisas aqui que penso serem legais de comentar mesmo se você não gosta de futebol.
Superação: O time do Coxa jogou apenas sete partidas em seu próprio estádio para garantir o acesso e oito para garantir o título antecipado! Para se ter uma ideia, numa campanha normal o time joga 19, mas devido à punição (justa ao meu ver) o Coxa jogou 10 partidas em Joinville. E todos (inclusive esse que vos escreve) acharam que o Coxa ia para série C e bobear sumir do futebol como o Santa Cruz. Mas voltou mesmo com essa adversidade! Afinal, não jogar em casa significa menos público, menos arrecadação, menos condições e etc.
Caráter do Ney Franco: Ele foi o comandate do time. Disse logo após cair para a série B que devolveria o Coxa para a série A. Pois bem, ele cumpriu sua palavra. Teve propostas de clubes da série A como o Cruzeiro. Podia muito bem sair e abandonar o Coxa e jogar a Libertadores ano que vem. Mas ficou! Ficou porque percebeu que mais vale o prazer de encostar a cabeça no travesseiro a noite sabendo do seu bom caráter do que ter um caminhão de dinheiro, mas moral nenhuma.
Humildade: O Coxa aceitou sua punição, cumpriu-a com honra. Aceitou jogar a segunda, foi lá, viu e venceu. Não maquinou virada de mesa, não pos a culpa nos outros pela sua tragédia. Foi adiante assumindo seus erros e mudando-os.
Sei que em dezembro de 2011 posso escrever nesse blog um texto criticando o Coxa, mas isso não muda os fatos. Isso não vai mudar que se encararmos nossos desafios com coragem, se tivermos caráter e humildade seremos pessoas melhores e nossas conquistas serão mais saborosas. Afinal, poder olhar para si mesmo e saber que se é vencedor e honesto não tem preço!.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Linux

Vou inaugurar meu escritório falando sobre isso que tem me ocupado bastante. Dentro daquela minha ideia de não ficar só no seu mundinho, resolvi cruzar a última fronteira nerd e instalei Linux no meu note, uso a distribuição openSuse 11.3. Ainda não tenho muita experiência, mas vou falar aqui das minhas primeiras impressões. Minha ideia é migrar tudo o que faço no Windows com relação a desenvolvimento (programação) para Linux. O Windows pretendo deixar para entretenimento (jogos).
No princípio passei raiva para conseguir instalar e rodar algumas coisas. E aí alguém vai dizer: "Viu, Linux não vale nada, as coisas não funcionam!". E vou dizer "não, né!". Você provavelmente não gosta de Linux porque não conhece. Ao menos no meu caso foi isso. Com o tempo você vai entendendo como as coisas funcionam. Pense assim, quando você aprendeu uma nova língua, você não achou que a que você já sabia era mais fácil? Mas lógico que era, porque era o que você conhecia!
Mas o que mais me chama a atenção nessa história toda é a ideia de que sou livre para criar. Não existe nenhuma restrição, posso pegar o código e alterar! Mas é claro que isso não é tão fácil. Mas quem disse que liberdade é fácil? Como diz aquela frase: "With great power, comes great responsability".
Para entender melhor o que quero dizer recomendo esse vídeo. Infelizmente ele não tem legendas. Mas acho que ele explica muito bem o que se passa na cabeça de alguém que gosta de openSource.
Para terminar, gostaria de dizer que a questão não é qual é melhor ou pior, nem iniciar um campanha anti-qualquercoisa. Apenas reforço o que digo em outros posts. Tenha coragem de sair do teu mundinho!!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Negar-se e encontrar a individualidade

Existe um fenômeno na sociedade contemporânea que vejo com receio. Muitas pessoas estão negando sua individualidade em prol de uma causa (seja social, ecológica, etc.) ou um partido político ou de uma religião apenas para serem aceitos por um grupo social. E aqui novamente toca a música do Petra na minha cabeça "When will the world see that we need Jesus?" Mas espera aí, cristianismo significa procurar sua individualidade? E aquele versículo onde Jesus diz para negarmos a nos mesmos para segui-lo? Pois bem, é bem esse versículo que pego para mostrar que o título desse post tem razão.
Primeiramente é preciso dizer que o versículo continua dizendo que cada um é para pegar a sua cruz. Então juntando essas duas partes temos uma coisa interessante. Por um lado devemos negar a nós mesmos, ou seja, negar nossa individualidade. Mas por outro nos diz para carregar a nossa cruz, ou seja, carregar nossa individualidade. Percebem a contradição?
O que Cristo quer dizer é que você só vai encontrar aquilo que você realmente é se você negar aquilo que você PENSA que realmente é. Deixa eu te perguntar uma coisa, alguma vez uma pessoa próxima de ti chegou para você e disse que você é algo que você nunca tinha pensado que realmente era? Uma vez uma pessoa me disse que eu sou um cara muito complicado. Na hora fiquei muito irritado, mas a noite quando encostei a cabeça no travesseiro dei razão a essa pessoa. Neguei a mim mesmo quando disse para mim mesmo que tinha problemas e joguei fora a imagem que eu fazia de mim. Decidi pedir para Deus me mostrar quem realmente sou e não mais defender o que eu pensava ser. Eu queria carregar a minha cruz de verdade e não a que eu tinha feito para mim. Carregar sua cruz seria então conhecer as limitações desse teu corpo, mas também saber aquilo onde você é bom. Mas fazer isso muitas vezes é complicado porque implica em pedir desculpas, assumir erros, assumir perante outros que você não consegue realizar determinada tarefa. Mas eu acho que isso vale a pena. Porque se não fosse esse acontecido com essa pessoa esse blog não existiria nem eu estaria tão bem comigo mesmo como estou hoje em dia.
Mas o que me preocupa mais ao observar as pessoas hoje é que muitas não tem essa coragem de negar a si mesmo. Fico muito triste quando vejo que pessoas insistem em defender aparências, em não procurar a verdade e assim construir um mundo imaginário. Espero que você também tenha um dia a coragem de buscar aquilo que você é, que você tenha coragem de ser.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Beatles e John Cage

Estou assistindo a um show do Paul McCartney e me inspirei para escrever isso (além da vontade enorme de montar uma banda para tocar pelos botecos da vida).
Primeiramente gostaria que você ouvisse a essa música. Ouviu? Se sim, você provavelmente deve estar afirmando que isso não é música. Mas saiba que é. Porque música é o som trabalhado no tempo com a intenção de se fazer música. Esse é o paradigma que rege a música desde o início do século XX. Portanto, uma música que utiliza apenas ruídos ao invés de notas definidas também pode ser considerada música. Afinal, ruído é um som e se o compositor organiza uma série de ruídos pensando em fazer música, então é música.
Mas talvez essa minha argumentação não te convença e você pense "eu nunca ia gostar disso e isso nunca faria sucesso!!!". Bom, não tenho poder para mudar teu gosto, mas escute essa canção dos Beatles. Preste atenção quando o vídeo chegar no tempo 1:47 até 2:10 e depois no trecho que vai de 3:55 até 4:20. Agora me diga, qual a sequência de acordes feita nesse trecho? Consegues perceber algum? NÃO!!! E sabe por quê? Porque não é utilizada nenhuma sequência de acordes, mas o ruído de uma orquestra!!!
Também não pense você que essas duas músicas foram escolhidas ao acaso. Porque Beatles e John Cage eram amigos! Acho que posso contar mais um ponto para minha ideia que conhecer outras coisas além do seu mundinho é uma decisão inteligente, ou você discorda?

domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre o Tropa de Elite 2 [2]

Queria comentar agora esse filme sobre o aspecto socio-político. Assim como muitos, também achei esse filme mais profundo do que o primeiro Tropa de Elite. Isso porque, se no primeiro filme retratava-se apenas a contradição de uma classe média brasileira que defende a paz e os pobres, mas financia o tráfego consumindo drogas, nesse adiciona-se ao caldo a classe política. Apenas não gostei dele ter sido lançado após as eleições, preferia que fosse antes para se discutir melhor o papel do poder legislativo no cenário político brasileiro.
Primeiramente, não acredito em político idealista em lugar algum do mundo. Todos eles se preocupam com a próxima eleição. Afinal, na visão deles, eles de quatro em quatro anos têm que se preocupar em continuar com seu emprego. Então, nada mais lógico que causar impacto para ganhar mais eleitores. A questão é: qual o preço do voto do cidadão?
No Brasil, para se ganhar votos basta construir alguma coisinha, dar a impressão que a pessoa pode comprar e consumir mais que se ganha votos. Se o candidato é honesto ou quais valores que ele defende pouco importa. Apenas crentes babacas é que de vez em quando falam em moral, mas aí é só esculhambar com eles que está tudo resolvido. É como no filme, o índice de criminalidade diminuiu e construi-se algumas quadras esportivas, então o deputado merece ser reeleito.
Outra coisa preocupante é que somos um país de quase 190 milhões de Tiricas. Afinal, quem sabe o que um deputado faz e qual sua influência no Brasil? Então vota-se em qualquer pessoa com um bom discurso e boa aparência. E se o cara fez algum favor pessoal, então ganha meu voto!
O filme termina com a frase "o inimigo agora é outro". Penso que o inimigo agora é o próprio povo brasileiro. Porque é ele que elege essas pessoas, é ele que abre mão de conhecer o que de fato se passa na política brasileira, é ele que aceita favores pessoais ou discursos prontos em troca de seu voto. Esse talvez devesse ser o inimigo a ser combatido.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sobre o Tropa de Elite 2



Resolvi inaugurar a capela com um texto sobre esse filme. Isso porque logo nas primeiras cenas do filme eu lembrei do refrão dessa música. "When will the world see that we need Jesus?". E explico o porquê.
No sermão do monte, mais especificamente em Mt 5,38-42,
38 Vocês ouviram o que foi dito: Olho por olho e dente por dente.

39 Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra.

40 E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa.

41 Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.

42Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado.

Clique aqui para fechar.
Cristo fala para não resistirmos ao perverso, a oferecer a outra face e por aí vai. Muitos pensam que ele está ensinando a sermos trouxas, mas não. Quando você entrega duas túnicas ao ladrão ao invés de uma, você está se desprendendo das coisas. A ideia não é incentivar a covardia, mas a liberdade. A liberdade para não morrer por um iPod, a liberdade para não ter gastrite por causa de uma possível promoção. O cara quer levar um bem teu? Pode levar, você não precisa dele para viver! E o mais interessante, é que de fato não precisamos dessas bugigangas que nos são oferecidas.
Mas que relação tem isso com o filme? Muita! As pessoas no filme matam, destroem famílias, viciam pessoas e por aí vai, porque estão presos à sede pelo poder, status, dinheiro. Não pensam duas vezes antes de usar os poderes concedidos a eles pelo 'sistema'. Aqui também mostra que precisamos de Cristo. Afinal, Ele podia fazer o que quisesse! Ele poderia até destruir o sistema! Mas ele abriu mão dessa prerrogativa e viveu o que pregava.
Gosto muito desse vídeo do Nooma. Assista lá porque explica muito bem o que quero dizer. Sei que as coisas não são tão simples assim, mas pense nisso: o que a violência e a defesa do que é nosso com todas nossas forças trouxe? Por quê não tentar ser diferente? O que vocês acham?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Escuta inteligente - Forma Sonata

Como muitas pessoas dizem que não entendem a música contemporânea, resolvi começar uma série para explicar algumas coisas sobre música. Para começar resolvi mostrar um exemplo de forma sonata e para isso escolhi a 4a. sinfonia de Mendelssohn.
Basicamente a forma sonata constitui de três partes (A B A), onde na parte A ou exposição os temas principais são expostos. Na parte B ou desenvolvimento o compositor dá asas à sua criatividade e inventa com esses temas. E por final na parte C ou reespoxição a parte A é repetida igual, mas diferente. No vídeo abaixo explico isso um pouco melhor.
DICA: Escute a música num som que você possa ouvir todos os instrumentos.


Espero que você tenha gostado da música. Como lição fica para você encontrar essa mesma forma sonata nessa música.

domingo, 7 de novembro de 2010

Fangio x Schumacher

A sociedade atual busca por mitos, heróis de qualquer forma. Necessita-se fabricar mitos para atender essa demanda. Um desses é Michael Schumacher. O cara, em números absolutos, é sem dúvida um extraordinário piloto. Não quero desmerecer nenhum dos feitos dele, apenas por o pingo nos is. Observem a tabela abaixo:
Piloto Vitorias Poles Corridas % de vitórias % de poles
Michael Schumacher 91 68 266 34,21 25,56
Juan Manoel Fangio 24 29 51 47,06 56,86
Reparem que em números absolutos Schumacher ganha disparado, mas vamos relativizar. Quando Fangio corria eram 8 corridas por anos. Com Schummy o mínimo foi 16! Outra informação importante, Fangio disputou apenas 7 campeonatos inteiros, enquanto Schumacher correu 14 (não conto os anos de 1991, 1999 e 2010).
Não quero questionar a competência e genilaidade de Schumacher, mas quem de fato é o melhor de todos os tempos? O piloto que tem os recordes absolutos ou aquele que ganhou quase metade das corridas que disputou? Quem é melhor? Fica a pergunta...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Porque tenho 'raiva' de Barrichello e Massa

Ano de 1970. Emerson Fittipaldi estreia na F1 e com pouco tempo vai para a Lotus como segundo piloto. Seu companheiro de equipe é campeão mesmo tendo morrido antes do final da temporada e Emerson ganha seu primeiro GP. Com isso ele causa uma ótima impressão e vira primeiro piloto da Lotus. Dois anos depois ele é campeão mundial.
Pulamos para o ano de 1986. Nelson Piquet é contrado para fazer dupla na Williams com o inglês Nigel Mansell. O brasileiro viu logo que a equipe priveligiaria o inglês e tomou uma atitude. Ele criou um clima de inimizade tamanha dentro da equipe que seus mecânicos não falavam com os de Mansell. Com isso, seus ajustes no carro ficavam só com ele e Piquet foi campeão mundial em 1987.
Um ano depois, Ayrton Senna é contratado para ser companheiro do francês e bi-campeão mundial Alain Prost na McLaren. Mas Senna não se intimida com o francês, conquista a simpatia da equipe e se torna tri-campeão pela McLraen. O francês? Depois de duas temporadas pediu para sair da McLaren porque viu que a equipe preferia Senna.
Vamos pular alguns ano e chegamos a 2000. Rubens Barrichelo é contratado como companheiro do então bi-campeão mundial Michael Schumacher. O que acontece? Isso!!!
Agora vamos avançar mais uns anos até 2010. Fernando Alonso, bi-campeão mundial (mais um bi-campeão???), é contratado para ser companheiro de Massa na Ferrari. E novamente acontece isso!!!
Eu sei que na F1 acontece jogo de equipe, até Senna fez isso!!! Mas o que me irrita em Barrichello e Massa é que ambos não se impuseram! Fittipaldi, Piquet e Senna corriam para ganhar! Massa e Barrichello só para ganhar uns bons trocos. Por isso, não consigo mais torcer para nenhum dos dois. Mas isso não significa que não assista às corridas!! Apenas não torço para os brasileiros...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Minha opinião agora...

Falei sobre o que Adorno pensava sobre a regressão da audição e agora vou falar minha opinião. Eu acredito que esse negócio de coisificação e alienação realmente ocorre. Basta ver a última eleição ou ver como as pessoas se prendem ao emprego, bens ou outras coisas mais oferecidas pelo capitalismo. Para explicar melhor vou comparar a música ao McDonald's.
Acredito que todos saibam que comer no McDonald's não é exatamente a opção mais saudável. No entanto, um Big Tasty é tão bom! (Momento Homer Simpson "Big Tasty Aaaaaahhhhh"). Mas o mais interessante é que aqui no Brasil McDonald's é caro, não é saudável mas o povo (inclusive eu) compra. E muitas vezes fazer tua própria comida em casa do jeito que você gosta é uma ideia ridícula.
Observando a música acontece a mesma coisa! Um show do Paul McCartney custa até R$ 700,00!!! E a música dele não é diferente ou muito complexa. Mas as músicas dele são legais e eu também iria ao show não fosse o preço e o fato de eu não receber tão bem assim. Porém, se observarmos quantas pessoas de fato pensam ou fazem música em casa ou quantas pessoas fazem música do seu jeito, a coisa muda.
Não concordo com Adorno quando ele "demoniza" a música pop (aqui incluo rock, pop, reggae, dance, sertanejo universitário e etc). Mas concordo com ele que na música da época dele (e na nossa muito mais) o caráter subversivo, de fazer algo diferente, algo novo, se perdeu. Sempre achei triste quando alguém recusava ouvir uma peça atonal ou que fosse feita com ruídos sem nem ouví-la até o final. Não porque essa pessoa gostava de outro estilo de música, mas porque isso mostra que ela não quer ver além do seu mundinho. Nesse ponto, tenho que dar razão a Adorno.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Adorno e a regressão da audição

Esse foi o título da minha monografia. Mas para entender como Adorno chegou até esse conceito, precisa-se entender alguns termos marxistas importantes. Na sua análise do capitalismo, Karl Marx dizia que o ser humano está coisificado. Isso quer dizer que a pessoa é só uma coisa, uma simples máquina a serviço do capitalismo. Se o ser humano não der lucro, tira ele de lá. Pouco importa se ele tem sentimentos ou família. Mas para conseguir coisificar alguém é necessário aliená-lo, ou seja, fazer com que ele não perceba que é apenas uma coisa e assim continue trabalhando.
Para Adorno, uma das maneiras de se alienar alguém na sociedade do séc. XX é a utilização da Indústria Cultural. Um dos produtos oferecidos pela indústria cultural é a música. Como, segundo Adorno, o objetivo é alienar as pessoas, essas músicas são cada vez mais simples. Ou seja, nada de harmonias complexas, melodias estranhas ou músicas revolucionárias. Keep it simple esse é o lema! Respondendo então à questão que levantei no último post sobre música, Adorno diria que a música do U2 virou pop porque é simples, baseada em quatro acordes somente, enquanto a de Webern é muito complexa e não dá pra curtir.
Aliás, a sequencia de acordes da With or Without you é a mesma de um monte de outras como prova esse vídeo. Aí fica a questão, quem é louco? Webern por ajudar no desenvolvimento de uma maneira totalmente nova de se fazer música ou essas bandas todas que tocam a mesma coisa a muito tempo?

Escrevi esse artigo a pedido da Doro, espero que tenha conseguida passar uma ideia do que foi minha monografia.